15 abril 2007


1984: O Fla-Flu da última rodada decidia a Taça Guanabara. Era um domingo, 23 de setembro, e o Maracanã lotou com 99 mil pessoas. O Flu dominava o futebol, era atual campeão estadual e brasileiro. Mas o Fla tinha um time bem montado, mesmo após a saída de Zico e Júnior. Com o velho lobo Zagallo no comando, que promoveu os laterais campeões mundiais de juniores de 83 Jorginho (que veio do América) e Adalberto. Leandro já enfrentava problemas de joelho e estava na zaga. Nunes voltava ao clube para o lugar do criticado Baltazar, que saiu após as derrotas para o Grêmio na Libertadores. Fillol foi contratado para ocupar o lugar que Raul deixou vago quando pendurou as luvas. E na frente o veterano Adílio e o novato Bebeto eram os destaques do time. O neguinho da cruzada fez o gol da vitória aos 20 do primeiro tempo e garantiu o Fla na decisão do campeonato. A campanha no segunto turno foi irregular e o time entrou no triangular decisivo sem o mesmo pique. Ainda venceu o Vasco por 1x0, com gol de Bebeto. Mas Assis, de novo, garantiu o título para os tricolores.
Em pé: Leandro, Mozer, Jorginho, Andrade, Adalberto e Fillol.
Agachados: Bebeto, Élder, Nunes, Tita e Adílio.

11 abril 2007


1942: Depois de um primeiro turno irregular, o Flamengo começou muito bem o segundo turno. Por isso a exaltação "Finalmente, ressurge o Flamengo!". Depois de vencer Canto do Rio, Vasco e Madureira, entremeado por um empate com o Botafogo, o Fla visitou o América em Campos Sales no dia 12 de julho. E venceu por 4x3, confirmando a boa fase. Valido, duas vezes, Nandinho e Vevé fizeram os gols da apertada vitória. O time continuaria com a boa campanha. A vitória contra o América foi a terceira de uma séria de 15, que durou o restante do segundo turno e quase todo o terceiro. Só foi perder ponto de novo na última rodada, contra o Fluminense, quando o emapte de 1x1 bastou para assegurar o primeiro título do que viria a ser o primeiro tri estadual do clube.
Em pé: Jaime, Quirino, Biguá, Domingos da Guia, Jurandir e Newton.
Agachados: Valido, Zizinho, Pirilo, Nadinho e Vevé.


1995: O Flamengo se preparou como nunca para o ano de 95. Seria o primeiro grande time de futebol do Brasil e comemorar, com pompa e circunstância, o centenário do clube. E a primeira, e definitiva ação, que iria determinar o ano do clube, e também novos parâmetros para o futebol brasileiro, foi a contratação de Romário, melhor jogador do mundo, apenas 6 meses após o tetra. Além dele vieram Branco, William, Válber e dezenas de medianos para se juntarem a Sávio e os remanescentes das campanhas 91-92 (Nélio, Fabinho, Marquinhos, etc.). A barriga do Renato impediu o título carioca, mas veio Edmundo, e o fla passou a se orgulhar de ter o melhor ataque do mundo. Mas o começo do brasileiro foi triste. Uma vitória, um empate e duas derrotas, com apenas um gol de Edmundo e dois de Romário nesses 4 jogos. O quinto foi em 9 de setembro, contra o Corinthians no Pacaembu. Nova derrota, por 2x1, com Romário fazendo gol de honra, já no fim. A campanha continuaria fraca até o fim do ano, quando o time terminou na 22ª colocação (do 23º para baixo foram rebaixados), com 8 gols de Romário, 2 de Sávio e 2 de Edmundo em 23 jogos.

Em pé: Lira, Pingo, Fabiano, Agnaldo, Ronaldão e Paulo César.

Agachados: Edmundo, Romário, Márcio Costa, Sávio e Djair.

07 abril 2007


1992: Uma década depois do auge a força do Flamengo ainda resistia. A recuperação da despedida do Zico foi vencendo a Taça SP de juniores e a Copa do Brasil em 90 e o estadual em 91. Voltamos a ter confiança e, no brasileiro de 92, mesmo sem um timaço no papel, fizemos boa campanha e entramos entre os 8 com chances reais. Passamos por Santos, São Paulo e Vasco, em grupo equilibradíssimo, em que os 4 chegaram à última rodada com chances e o Fla, que vemceu o Santos, entrou com ajuda do Vasco, que venceu o São Paulo. O Botafogo se destacou contra Cruzeiro, Corinthians e Bragantino. E chegou à decisão com certo favoritismo. Perdido em 45 minutos de massacre e 3 gols (Júniorm Gaúcho e Nélio), e uma isolada das mais famosas da história do futebol brasileiro, no segundo tempo, dada pelo Dias. A semana entre as duas finais teve Renato recebendo Gaúcho para churrasco, sendo banido do clube por causa disso e uma remontagem do time do Fla, sem Nélio, Rogério e Júnior Baiano para a final. Carlinhos, o "Violino", colocou o volante Fabinho na lateral esquerda (para marcar o motivado e veloz Vivinho, que substituía Renato) e o lateral esquerdo Piá foi para a meia, aproveitar seu "talento" ofesivo (ou sorte em finais, deu cruzamentos para gosl de Gaúcho na decisão estadual de 91 e no primeiro jogo da final). E o zagueiro revelação "Baresi" praticamente estreava entre os profissionais em decisão de campeonato. Antes do jogo o gradil da arquibancada cedeu e dezenas de torcedores caíram, alguns deles faleceram. O jogo foi morno, até meados do primeiro tempo quando Júnior de falta abriu o placar. Julio Cesar, em cruzamento de Piá, no começo do segundo definiu o título. Mais de meia hora de jogo, com dois gols e um pênalti desperdiçado para o Botafogo, e o Fla, pela quinta vez, levantou a taça. Até hoje, depois de uma década e meia de campanhas ridículas em praticamente todos os brasileiros, ainda é o maior campeão do país do futebol.
Em pé: Gelson "Baresi", Gilmar, Wilson Gottardo, Charles Guerreiro, Piá e Júnior.
Agachados: Júlio César "Imperador", Gaúcho, Zinho, Fabinho e Uidemar.

06 abril 2007


1986: No primeiro semestre de 86 os times brasileiros ficaram desfalcados dos seus jogadores que foram à copa, numa época em que os jogadores da seleção jogavam no brasil. o Flamengo sofreu com a falta de Leandro, Mozer, Júnior, Sócrates e Zico. Perdeu a taça GB para o Vasco de Romário e aproveitou a brecha dada pelo Fluminense, que alengando dengue em muitos jogadores, não foi a Campos e perdeu de W.O. para o Americano, para ganhar a taça rio, vencendo o Vasco, na última rodada, por 3x2. Em 10 de agosto, dia dos pais, numa época em que os estaduais duravam o dobro do tempo da "Copa Brasil" ou "Taça de Ouro", Flamengo e Vasco se enfrentaram pela quarta vez seguida, com dois 0x0 nos primeiros jogos decisivos, e o Flamengo posou para a foto com a Taça, talvez acreditando na vantagem do empate, talvez confiando na energia de uma revoada de urubus no maracanã naquele dia. Mas o caminho da taça passou muito pelos erros do adversário. O Flamengo tava cozinhando o jogo e lá pelo meio do segunto tempo o Antonio Lopes, precisando botar o time para frente, chamou o atacante reserva Santos. Santos entrou, Romário saiu. E a torcida do Vasco, merecidamente, inventou um novo refrão. "Ehhhhhhh, Antonio Lopes, Antonio Lopes, Antonio Lopes... Burro!". Não satisfeito, Acácio aceitou um frangaço em chute do reserva Júlio César, e taça estava a caminho da Gávea, com direito a tiro de misericórdia, desferido por Bebeto. 2x0, Fla campeão, Antonio Lopes na história e... o que houve com o Santos?

Em pé: Leandro, Zé Carlos, Aldair, Jorginho, Andrade e Guto.

Agachados: Bebeto, Adílio, Aílton, Vinícius e Marquinhos.

05 abril 2007


1961: A década de 60 foi a mais sem graça já vivida pelo Fla. Mas começou bem. O Torneio Rio-São Paulo não era prioridade no calendário dos times brasileiros, mas tinha sua tradição e simbolicamente apontava o melhor time do Brasil. Em 61 trouxemos para a Gávea, com campanha irregular, mas com direito a um 5x1 no Santos, dentro do Pacamebu, no quadrangular final. Não sei se Pelé jogou. Mas era vingança de uma derrota por 7x1 no Maracanã, na primeira fase. Os outros times do grupo final eram o Palmeiras, de quem ganhamos no Maracanão por 3x1, e o Corinthians, adversário em 23 de abril, na última rodada, de quem ganhamos de 2x0, gosl de Joel e Dida, mesmo só precisando empatar.
Em pé: Joubert, Ari, Bolero, Jadir, Carlinhos e Jordan
Agachados: Joel, Henrique, Dida, Gerson (que é o canhotinha de ouro) e Germano (que não é o da Jovem)

01 abril 2007


1999: O Vasco vivia seu melhor momento, campeão estadual, nacional e continental. Perdeu o mundial para o real madrid no fim de 98, mas venceu o rio-sp no começo de 99. O Flamengo vinha em má fase, com péssimas campanhas em brasileiros e estaduais confusos, com W.O.´s pelo caminho em 97 e 98. Mas os dois venceram quase todos os jogos (só empataram 1, no mesmo dia, o Fla com o Flu, o Vasco com o Olaria) e só não chegaram na última rodada em igualdade de condições porque o Vasco, com melhor saldo, tinha vantagem do empate pelo regulamento. Mas antes da metade do primeiro tempo já estava 2x0 Fla, graças a grandes atuações de Iranildo e Athirson e à genialidade de Romário. Antonio Lopes pensou que o Nasa poderia pará-lo. O Vasco diminuiu para 2x1 bem antes do intervalo, mas não teve fôlego para a virada. O Fla pouco ameaçou, mas abriu ali uma série de vitórias consecutivas sobre o rival, que culminaria no tri de 2001.
Em pé: Clemer, Vagner “Desailly”, Fabão, Jorginho, Athirson e Luiz Alberto.
Agachados: Beto, Fabio Baiano, Iranildo, Romário e Leandro Machado.

1989: Era um sábado, 2 de dezembro. Flamengo e Fluminese se enfrentariam pela penúltima rodada do campeonato brasileiro, só para cumprir tabela. Por causa da má fase dos times, o clássico foi disputado no recém inaugurado e belo Estádio Municipal, da mais carioca das cidades mineiras, Juiz de Fora. Seria um jogo para ser esquecido na história do clássico, não fosse a última oficial disputada por Zico. O Fluminense foi o time que mais sofreu gols de Zico, e foi assim que ele encerrou sua carreira, com um golaço de falta que até Ricardo Pinto, goleiro tricolor, sentiu orgulho de ter sofrido. Zico saiu aos 12 do segundo tempo. O Flamengo ainda fez mais quatro gols, mas dali em diante nada mais seria igual para o mais querido do brasil.
Em pé: Zé Carlos, Josimar, Júnior, Rogério e Leonardo.
Agachados: Renato Gaúcho, Bujica, Zico, Zinho, Aílton e Luis Carlos.